Tá rolando um babyboom na minha família e, como boa prima que sou, me aventurei no shopping para comprar algum mimo pros bebês que estão chegando... Mas, entre uma loja de departamento e outra, acabei me frustrando e fazendo uma constatação: a moda infantil é muito limitada (pros menininhos principalmente) e cara. Vamos pensar sobre?
Já repararam que as lojas de departamento que tanto amamos estão sempre recheadas de peças com estampas de todos os tipos? Listras, animal print, poás, até aquelas camisetinhas ilustradas... E por outro lado, você entra em lojas um tantinho mais requintadas (a Siberian e a Toli aqui em Natal, por exemplo) e o que se vê são roupas em tons neutros ou cores bonitas, com poucas ou ao menos inovadoras estampas. Por que será? Bem, já li um pouco sobre o assunto e observei um bocado, vou dividir aqui com vocês: as estampas, meninas, podem agregar um valor até então inexistente em uma peça de roupa. Porque vejam bem, você pode estar com o guarda roupa lotado de vestidinhos tomara que caia, mas talvez não tenha um vestidinho tomara que caia com aquela estampa que você viu na C&A e então, automaticamente, o já batidinho modelo tomara que caia ganha um status de novidade ao menos para o seu olhar e para o seu guarda-roupa. De peça repetida ele foi promovido a peça desejável, sabem como?
Voltando ao papo de moda infantil... Minha idéia era - e ainda é - dar bodys personalizados pros bebêzicos e, por isso, eu precisava que eles fossem básicos, neutros, sem estampas, mas não encontrei. Riachuelo, Marisa, Renner, C&A... nenhuma delas foi capaz de me oferecer um peça infantil básica. Todas as roupinhas infantis desde os tamanhos RN até os 10-11 anos vinham cheio de estampas e informações referente a algum personagem de desenho animado. Mesmo princípio das estampas de roupas femininas? Sim. Mas com um agravante: na C&A as meninas usam roupinhas da Barbie, na Riachuelo os meninos usam Ben 10 (os menorzinhos ficam com os Backyardigans), na Marisa do Super Man. Percebem? As grandes lojas fazem parceria com os estúdios e vendem peças "exclusivas" de determinado personagem com o intuito claro e simples de atrair a criançada para o consumo de moda ao relaciona-la com seus personagem queridos (alô, todo mundo sabe que criança prefere brinquedo).
Deste modo, mamães com um mínimo de bom gosto se encontram em uma verdadeira enrascada, porque o precisam lutar não apenas contra a má qualidade das roupinhas infantis, seus preços absurdos e o acelerado crescimento dos pimpolhos (roupas de criança duram menos que uma estação) mas também contra o gosto dos filhos que é incentivado pelas grandes lojas.
Difícil, não? Eu não tenho filhos e já sofro atrás de roupinhas infantis. Mas a missão ainda não acabou, se achar alguma loja com preços justos e pecinhas bacanas eu indico por aqui.
E vocês, o que acham dessa minha análise? Concordam ou viajei?
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Sobre a Zara, Coco Chanel, Galliano e os escândalos da moda
Nosso mundinho colorido da moda volta e meia nos choca com algumas notícias de deixar constrangido o mais humilde dos fashionistas, né não?
O escândalo da vez é a denúncia de trabalho escravo na Zara brasileira.
Não vou entrar em detalhes sobre esse caso já que ele está sendo supernoticiado em todo canto (tipo aqui, aqui e aqui e no próprio Twitter também né?), mas quero questionar um pouquinho sobre os "escândalos" da moda e o que a gente pode fazer a respeito.
Antes da Zara, quem se viu tendo que dar explicações foi o pessoal da Arezzo, lembram?
A campanha de inverno 2011 deles trazia peças feitas com pele de animal (coelhinhos, raposas e tudo o mais) e meio mundo se revoltou (com razão).
Teve também o escândalo da Daslu, lembram? Esse é um tantinho mais antigo, mas foi bem comentado quando se descobriu que a boutique paulista praticava importação ilegal e sonegação fiscal.
Aliás, até Dolce & Gabanna (sim, a grife, a italiana) se enrolou com a justiça por causa de sonegação fiscal... coisinha besta de aproximadamente 1 bilhão de euros.
Querem mais? A universalmente idolatrada Coco Chanel, há muito tempo é apontada por muitos como tendo sido informante dos nazistas no período da Segunda Guerra. Em breve sai livro contando a história toda, como já foi noticiado a um tempo e confirmado ontem no site da IG.
E John Galliano que tá até hoje enrolado com a justiça graças as suas declarações racistas, nazistas e nojentas?
É realmente pra se pensar... Por que nós, enquanto consumidoras e admiradoras dessas marcas e desses estilistas de maneira direta abastecemos, mantemos e financiamos esse tipo de abuso.
E aí, talvez pra não ter que tomar uma atitude e ainda assim manter a consciência limpa, surgem muitos argumentos.
À época do escândalo da Arezzo, o que eu mais ouvi foi gente argumentando que nós "carnívoros" não temos direito de falar do uso de peles uma vez que nos alimentamos desses mesmos pobres animaizinhos.
Agora no twitter, já vi muita gente dizendo que não dá pra criticar a Zara, pois outras lojas como Marisa e Riachuelo já fizeram uso e talvez façam ainda hoje, da mesma mão de obra escrava que tanto nos revolta.
Mas gente, isso é certo?
Nosso impulso consumista realmente está acima dos nosso valores humanos?
Até onde respeitamos o ambiente, os animais, os semelhantes, as regras e os limites?
Como consumidora de moda eu procuro me manter consciente sobre as influências que recebo, principalmente para me controlar (a grana é curta), mas também para não acabar compactuando com práticas que não condizem com aquilo que acredito.
Existe muita coisa por trás de uma vitrine, de um editorial e do figurino de uma personagem da novela... Se vocês quiserem eu posso começar a falar um pouco disso por aqui.
O escândalo da vez é a denúncia de trabalho escravo na Zara brasileira.
Não vou entrar em detalhes sobre esse caso já que ele está sendo supernoticiado em todo canto (tipo aqui, aqui e aqui e no próprio Twitter também né?), mas quero questionar um pouquinho sobre os "escândalos" da moda e o que a gente pode fazer a respeito.
Antes da Zara, quem se viu tendo que dar explicações foi o pessoal da Arezzo, lembram?
A campanha de inverno 2011 deles trazia peças feitas com pele de animal (coelhinhos, raposas e tudo o mais) e meio mundo se revoltou (com razão).
Teve também o escândalo da Daslu, lembram? Esse é um tantinho mais antigo, mas foi bem comentado quando se descobriu que a boutique paulista praticava importação ilegal e sonegação fiscal.
Aliás, até Dolce & Gabanna (sim, a grife, a italiana) se enrolou com a justiça por causa de sonegação fiscal... coisinha besta de aproximadamente 1 bilhão de euros.
Querem mais? A universalmente idolatrada Coco Chanel, há muito tempo é apontada por muitos como tendo sido informante dos nazistas no período da Segunda Guerra. Em breve sai livro contando a história toda, como já foi noticiado a um tempo e confirmado ontem no site da IG.
E John Galliano que tá até hoje enrolado com a justiça graças as suas declarações racistas, nazistas e nojentas?
É realmente pra se pensar... Por que nós, enquanto consumidoras e admiradoras dessas marcas e desses estilistas de maneira direta abastecemos, mantemos e financiamos esse tipo de abuso.
E aí, talvez pra não ter que tomar uma atitude e ainda assim manter a consciência limpa, surgem muitos argumentos.
À época do escândalo da Arezzo, o que eu mais ouvi foi gente argumentando que nós "carnívoros" não temos direito de falar do uso de peles uma vez que nos alimentamos desses mesmos pobres animaizinhos.
Agora no twitter, já vi muita gente dizendo que não dá pra criticar a Zara, pois outras lojas como Marisa e Riachuelo já fizeram uso e talvez façam ainda hoje, da mesma mão de obra escrava que tanto nos revolta.
Mas gente, isso é certo?
Nosso impulso consumista realmente está acima dos nosso valores humanos?
Até onde respeitamos o ambiente, os animais, os semelhantes, as regras e os limites?
Como consumidora de moda eu procuro me manter consciente sobre as influências que recebo, principalmente para me controlar (a grana é curta), mas também para não acabar compactuando com práticas que não condizem com aquilo que acredito.
Existe muita coisa por trás de uma vitrine, de um editorial e do figurino de uma personagem da novela... Se vocês quiserem eu posso começar a falar um pouco disso por aqui.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
na Riachuelo!
Inspirada nos looks dos blogueiros (Papo de Befefe, JOOC, Blog da Flávia) que foram conferir o preview de verão da Riachuelo, resolvi dar uma passadinha adiantada na loja do Midway logo esse fim de semana (fim de semana passado, o post tá até atrasadinho...), isso porque se vocês querem uma dica, lojas de departamento são diferentes das lojas de marca: eles até tem uma data pro lançamento de uma coleção, mas as peças começam a chegar antes e as vezes não são repostas quando acabam (pelo menos não aqui em Natal).
E olha, como esperado, achei muitas pecinhas da próxima coleção já nas araras e bastante desprezadas também, tadinhas.
Comprei esse longo branco de babados. Meu namorado perguntou se era fantasia de baiana, nem acho! Ele vestiu super bem e é perfeito pra quem vive nessa cidade calorenta. O tecido é gostosinho e eu já tenho más intenções pra ele. Aguardem.
Outra peça liinda da coleção de verão é essa blouse com babadinhos! Linda, girlie, estampadinha de tudo! Amei de verdade! Também é super fresquinha, como pede a estação.
Por último, uma pecinha que não faz parte da coleção de verão mas que me saltou aos olhos assim que eu vi na arara.
Pendurada ela não era grandes coisas, mas uma consumidora compulsiva reconhece de loonge aquilo que lhe cai bem. Fui provar e... BINGO!
A grande aquisição do dia!
O vestido caiu super bem, tem um tecido mais grosso que dá a ele a estrutura necessária pra ficar assim, armadinho, elegante, bem boneca mesmo.
Agora me digam uma coisa... É forçar muito a barra dizer que ele me lembra o pretinho da Versus usado pela Leighton Meester?
... Enfim, não achei tudo o que eu queria, de modo que vou ter que voltar lá no dia 20 de agosto, que é o lançamento da coleção.
Aguardemos...
- UPDATE: Não lembro o preço das peças! A única certeza que eu tenho é que a blusinha custou 60 dinheirinhos (e eu achei caro, sou miserável?). Acho que o vestido branco foi 99 reais e o preto... Não faço idéia. sorry
- UPDATE 2: Falando em Riachuelo, eles tem um site bem mirrado, mas um blog super bacana... Vale o clique!
E olha, como esperado, achei muitas pecinhas da próxima coleção já nas araras e bastante desprezadas também, tadinhas.
Comprei esse longo branco de babados. Meu namorado perguntou se era fantasia de baiana, nem acho! Ele vestiu super bem e é perfeito pra quem vive nessa cidade calorenta. O tecido é gostosinho e eu já tenho más intenções pra ele. Aguardem.
Outra peça liinda da coleção de verão é essa blouse com babadinhos! Linda, girlie, estampadinha de tudo! Amei de verdade! Também é super fresquinha, como pede a estação.
Por último, uma pecinha que não faz parte da coleção de verão mas que me saltou aos olhos assim que eu vi na arara.
Pendurada ela não era grandes coisas, mas uma consumidora compulsiva reconhece de loonge aquilo que lhe cai bem. Fui provar e... BINGO!
A grande aquisição do dia!
O vestido caiu super bem, tem um tecido mais grosso que dá a ele a estrutura necessária pra ficar assim, armadinho, elegante, bem boneca mesmo.
Agora me digam uma coisa... É forçar muito a barra dizer que ele me lembra o pretinho da Versus usado pela Leighton Meester?
Talvez a cor, talvez o caimento, talvez a cintura marcada, talvez a saia rodada, talvez meus delírios megalomaniacos...
Aguardemos...
- UPDATE: Não lembro o preço das peças! A única certeza que eu tenho é que a blusinha custou 60 dinheirinhos (e eu achei caro, sou miserável?). Acho que o vestido branco foi 99 reais e o preto... Não faço idéia. sorry
- UPDATE 2: Falando em Riachuelo, eles tem um site bem mirrado, mas um blog super bacana... Vale o clique!
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